O fracasso do negócio entre a Microsoft e a Yahoo obriga as empresas a procurar um novo rumo, com os analistas a defenderem que o gigante informático deve encontrar outros parceiros on-line e a antecipar perdas em bolsa do portal de Internet.

No sábado, a Microsoft retirou a oferta de compra da Yahoo, após intensas negociações sem acordo sobre o preço final de compra, entretanto já dilatado em cinco mil milhões de dólares, levando a proposta até aos 46 mil milhões de dólares.

A Microsoft cobiçou a Yahoo, a empresa número dois da publicidade on-line, durante três meses, esperando que esta fusão permitisse conquistar o mercado da publicidade on-line, concorrendo directamente com o líder Google.

Durante estes meses, o Google continuou a aumentar a sua quota de mercado nas buscas na Internet e anunciou inovações no portal, entre elas uma nova forma de pesquisa de imagens, com base no reconhecimento do conteúdo e não na legenda.

Os analistas estimam que as negociações Microsoft-Yahoo acabaram por beneficiar o Google e que a empresa de tecnologia norte-americana tomou a decisão certa ao abandonar a oferta.

"A Microsoft fez uma escolha inteligente: renunciar", disse um analista citado pela AFP, prevendo que hoje as acções do Yahoo "caiam que nem uma pedra".

Os analistas ficaram surpreendidos com a recusa da Yahoo de uma oferta tão "generosa" e acreditam que a empresa vai perder ainda mais.

Antes da oferta de compra da Microsoft, de 31 dólares por acção a 01 de Fevereiro, as acções da Yahoo valiam cerca de 19 dólares, em declínio desde Outubro de 2007, com perdas de 33 por cento.

"A Yahoo vai ter de convencer o mercado de que vale mais do que antes da oferta de Microsoft", disse outro analista à AFP.

Outros analistas pensam que a Microsoft pode estar a aguardar uma queda em bolsa do valor da Yahoo para fazer uma oferta mais baixa.

As opiniões convergem na ideia de que a Microsoft deve procurar outros parceiros além da Yahoo, que continua a perder terreno para o Google.

Entre as propostas estão o AOL, do grupo Time Warner, ou a empresa de publicidade ValueClick, ou até a rede social MySpace.

A Microsoft está sob pressão no que se refere às iniciativas na Internet, onde a sua presença é diminuta.

E até na sua oferta tradicional, a do software, começa a ganhar concorrência on-line e gratuita, financiada por publicidade, com é o caso dos serviços do Google.

Google, Yahoo e Microsoft disputam o mercado emergente da publicidade on-line, que ultrapassa os 40 mil milhões de dólares e pode duplicar até 2010. O Google domina 30 por cento do mercado, a Yahoo tem 14 por cento e a Microsoft 6 por cento.

Fonte: Sapo Notícias

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